Me assistir em silêncio e à distância encenando o teu replay não vai te redimir de não ter estado ao meu lado quando eu precisei da tua companhia.
No dia que eu me dei conta de que você não me avisou com todas as letras o quanto você já sabia o que me esperava, eu quis te jantar na porrada. Meia hora de soco, com o relógio parado.
Eu neguei até onde pude e é óbvio que você percebeu mais isso antes até de mim mesma, provavelmente, mas — de novo — você naturalmente escolheu não dar a mínima. Porque esse é você, e nada nunca vai mudar isso.
E, por mais que eu te ame, isso foi frio demais, até mesmo pra você.
Agora eu tô aqui, brincando de Bukowski entre garrafas e cigarros, tentando dormir e falhando em ignorar todo o ruído na minha cabeça que mistura tua voz com tudo que eu sei que ouviria de ti caso eu tivesse a coragem pra dizer na tua cara tudo que penso e sinto.
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Tudo seria tão menos indolor se você soubesse brincar de romance russo.
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