O tempo é única coisa que vai fazer você se encontrar

Novamente, ele estava certo. Ele inclusive não esteve errado até agora, você reparou? Tente continuar aprendendo com ele, enquanto a vida permitir.

Sentir tanto o tempo todo não é justo, então quem sabe seja a hora de deixar escoar esse mar que até já repararam que me existe dentro. E tudo bem até meio que torcer pra uns e outros se afogarem. Eles sabem sim de onde essa onda vem. 

Mas mesmo no meio de toda essa racionalização, tem sempre o sangue metafórico que escorre e pinga desses cortes simbólicos. E não tem ninguém por perto pra ajudar a limpar a sujeira que ele faz. Nem pra registrar a poesia que poderia ser extraída dessa merda toda - temos que nos virar sozinhas mesmo.

E, assim sozinha, esperar o tempo passar, torcendo pra ele levar junto todas essa agonia e deixar claras e límpidas as certezas que ele mesmo plantou.
Hillary Fitzgerald Campbell

De repente você se pega na segunda metade da semana sem saber direito o que aconteceu com a primeira.

Na segunda-feira você fez planos mil, mas de repente na quarta tem o dobro de afazeres pro dia seguinte por ter procrastinado até não poder mais.

E tudo que você quer é escrever o roteiro que vai mudar a sua vida.

Você aluga qualquer par de ouvidos que demonstre a mínima atenção. Você se esforça pra fingir que não se importa. Que não sente saudade do que não te pertence. Você bebe uma taça de vinho, morde a língua pra não ligar pra quem não deve e se força a dormir, se convencendo a deixar na mão do universo o que queria tanto poder controlar.

Pessoas ruins são boas em deixar as coisas bonitas, acabam de me dizer. Se for assim, então eu devo conhecer algumas das piores que existem.

Porque o vinho só pode afogar até certo ponto a memória de certas belezas que você sabe que estão por aí. Quando o efeito dele passar, você precisa encarar novamente a realidade de: não é pra você.

Mas amanhã a gente pensa nisso.

Quando será que vou me livrar

do vício de querer dobrar o Universo às minhas vontades?

É tão exaustivo, mas ainda assim, quase irresistível. Só porque pareceu funcionar um punhado de vezes - não sempre, mas pelo visto vezes o suficiente pra eu esquecer que, na maior parte do tempo, não é bem assim que deve ser.

Porque toda história tem seu momento de nascer - mas essa ainda não chegou lá. 

Ela continua sendo gestada na poeira do universo, em caquinhos de todos os tamanhos quicando pra lá e pra cá, eventualmente esbarrando em outro que se encaixa perfeitamente e permite vislumbrar um pedaço maior da versão completa.

Essa história precisa de espaço pra florescer. Mas por enquanto esse espaço é ocupado por todas as dores que são ao mesmo tempo iguais e diferentes, doendo em cada canto dos nossos dias, sem sobrar nenhum respiro pra qualquer outra ideia.

Mas tudo isso vai passar.

A gente vai conversar. Se descobrir. Se ensinar.

Mas não vamos curar um ao outro. Melhor que isso.

Seremos a luzinha piscando no canto, mostrando como curar a nós mesmos.

E então: quem sabe. Versão final.

Sobre barcos, ressacas e vontades

Hoje começa uma história estranha.

Ou melhor, hoje algumas histórias à primeira vista desconexas se dão as mãos e viram outra coisa.

A primeira delas é sobre uma menina que gostava muito das pessoas; tanto que, ao dizer isso aos que lhe eram caros, assustava um pouco.

A segunda é sobre quando uma garota conheceu a ideia de como "fazer o barco andar mais rápido"; ela nem nadar sabe, mas é uma boa metáfora sobre priorização e disciplina.

O resultado dessa soma é o processo de redescobrimento de uma mulher que está tentando transformar seus medos em molas propulsoras; tentando avançar em meio à dor dos saltos pra fora de si mesma. Ainda inclui a parte de mergulhar fundo pra redescobrir, remendar e reaprender coisas, acima de tudo sobre si mesma, mas também sobre o mundo e as pessoas ao redor.

Esse é o primeiro salto: volta à uma plataforma do passado, mas com um futuro bem diferente na mira.

Cobrem-me a continuação.

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Friozinho. Daqueles perfeitos. Você deita na rede, vinho em uma mão, celular na outra e no meio de tudo um vazio que não cabe na varanda. Fo...