do vício de querer dobrar o Universo às minhas vontades?
É tão exaustivo, mas ainda assim, quase irresistível. Só porque pareceu funcionar um punhado de vezes - não sempre, mas pelo visto vezes o suficiente pra eu esquecer que, na maior parte do tempo, não é bem assim que deve ser.
Porque toda história tem seu momento de nascer - mas essa ainda não chegou lá.
Ela continua sendo gestada na poeira do universo, em caquinhos de todos os tamanhos quicando pra lá e pra cá, eventualmente esbarrando em outro que se encaixa perfeitamente e permite vislumbrar um pedaço maior da versão completa.
Essa história precisa de espaço pra florescer. Mas por enquanto esse espaço é ocupado por todas as dores que são ao mesmo tempo iguais e diferentes, doendo em cada canto dos nossos dias, sem sobrar nenhum respiro pra qualquer outra ideia.
Mas tudo isso vai passar.
A gente vai conversar. Se descobrir. Se ensinar.
Mas não vamos curar um ao outro. Melhor que isso.
Seremos a luzinha piscando no canto, mostrando como curar a nós mesmos.
E então: quem sabe. Versão final.
Eternos rascunhos em busca da versão final. Pq quando acaba deixa um vazio. Mas enquanto houver abismos para nos segurar a emoção da existência estará garantida.
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